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CASA OMNICHANNEL

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Falar sobre online e offline pode até parecer algo do passado, porém, a integração desses canais continua sendo um grande desafio da atualidade, ainda mais com a aceleração exponencial do “mundo online” nos últimos meses.

O conceito omnichannel vem do varejo, e significa “multicanal”, traduzindo a grande mudança que está acontecendo com os padrões de consumo na maior parte da sociedade moderna, e já é disseminado há algum tempo no mercado. Mas, o termo multicanal não se refere apenas a integrar online e offline, e sim de explorar as várias oportunidades que surgem a partir do mundo digital. 

Para comprar um produto antigamente, por exemplo, o cliente precisava procurar de loja em loja até encontrar o item desejado – ou o melhor custo-benefício. Agora, o consumidor continua sua busca pelos melhores preços e produtos, mas a forma de fazer isso é bem diferente: é no mundo online.

Como todas as tendências de consumo que iniciam em um determinado nicho e se espalham para outros, essa não poderia ser diferente. O conceito de “casa omnichannel” está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, e a necessidade de fazer essa integração com o online para os lares é de caráter urgente, pois a experiência do consumidor em casa com o tempo e o espaço mudou drasticamente.

O tempo, que antes parecia ser algo ordenado e escasso, hoje está mais fluido. A diminuição drástica no ritmo das atividades realizadas fora de casa aumentou o tempo que passamos sozinhos, junto dos nossos entes queridos, ou mesmo dentro das nossas próprias cabeças. Assim, o tédio, a ansiedade e a incerteza ganharam terreno, fazendo com que as pessoas busquem novas formas de se manter ocupadas, produtivas e tranquilas.

Segundo pesquisas do Google, o interesse de buscas pelo termo “entediado” teve um salto muito considerável no final do mês de março. Esse é um dos reflexos causados pela pandemia, onde a percepção do tempo que tínhamos já não existe mais da mesma maneira. Além disso, como os espaços antes reservados à vida doméstica e à família estão se transformando em escritórios e outros locais que eram frequentados, organizar a vida se tornou um desafio. 

Para os profissionais do design e arquitetura, o grande desafio é fazer essa integração de maneira certeira para cada cliente, focando nas necessidades individuais e coletivas de quem utilizará os ambientes.

Foto por Chris Montgomery

COMUNICAÇÃO INTEGRADA

A utilização do conceito omnichannel no varejo envolve a criação de planejamentos integrados de comunicação entre os canais, ao passo que a experiência do cliente se torne enriquecida e coerente. Na arquitetura não seria diferente: o foco é sempre nas pessoas.

A busca inteligente é um dos pontos a serem observados no momento da criação da “nova casa”. O assistente por voz, por exemplo, tornou-se um item necessário para qualquer pessoa. O mundo das buscas caminha para um cenário mais falado e menos digitado, e o principal fator para essa aceitação talvez não seja a tecnologia em si, mas o modo como os usuários começam a encarar a sua relação com o online. Essa relação torna-se parte de suas experiências diárias, e os usuários ficam mais receptivos às ações relevantes executadas por esses “ajudantes” tecnológicos.

A realidade virtual é a promessa de uma experiência totalmente imersiva. Para o propósito omnichannel, o cenário perfeito é integrar o mundo físico e digital ao passo em que é criada uma experiência melhor para os clientes. Criar atrações diretamente nos dispositivos móveis dos usuários, sem a necessidade de grande investimento em aparelhos avançados já é uma grande mudança que pode ser aplicada.

Outra revolução é na parte sensorial, onde a inteligência artificial e a ciência de dados, combinadas com os avanços da psicologia e neurociência, transformarão a forma que percebemos e vivemos a realidade. Em um futuro não muito distante, as barreiras entre o online e o offline serão menos perceptíveis, e isso também acontecerá no design.

Foto por Gabriel Beaudry

Foto por Dylan Ferreira

FOCO NA EXPERIÊNCIA

No mundo digital, um ponto que exige atenção é o UX Design, que trata da experiência do usuário. Segundo uma pesquisa da Provokers, os clientes se importam consideravelmente com a customização da experiência gerada como um todo. Mas não pense que isso acontece apenas no mundo online: os clientes valorizam – e muito – o atendimento que recebem, e isso impacta diretamente no valor percebido com o trabalho final do profissional.

Durante a próxima década, as tecnologias terão coletado uma quantidade incrível de dados sobre os sentidos e movimentos humanos, permitindo a criação de uma nova geração de tecnologias sensoriais mais sofisticadas, que se tornarão parte invisível da nossa vida cotidiana. 

A popularização de tecnologias sofisticadas de realidade aumentada permitirá o avanço das experiências humanas e das capacidades sensoriais. A visão e a audição serão expandidas e a reprodução digital do toque e do olfato permitirá que seja possível “sentir” os produtos e serviços de forma remota. Já imaginou poder permitir que o seu cliente “experimente” o tecido do sofá, por exemplo, de forma online antes da aprovação do projeto? Logo logo isso se tornará possível, e os profissionais precisarão estar adaptados.

Os processos intuitivos de interação com objetos e movimentação dos nossos corpos serão usados para criar novas formas de colaboração, controlando a tecnologia através de gestos, toques e olhares. Os softwares de interação virtual permitirão que as crianças aprendam conceitos básicos de programação usando movimentos de dança para controlar os dispositivos, e não o teclado. Os dispositivos “lerão” a coreografia feita e serão capazes de entender e processar seu código. Imagine a exigência dessas crianças com a casa: tudo precisará ser acionado pela voz ou pelo movimento. Nada de controles remotos ou portas que precisam ser abertas com maçanetas… Os novos projetos de interiores exigirão um grande conhecimento técnico dos novos dispositivos, para que o profissional possa escolher a opção mais adequada dentre as milhares que estarão disponíveis.

Foto por Kari Shea
Foto por BRUNO EMMANUELLE

A NOVA ROTINA

Para muitas pessoas, no mundo todo, a rotina normal dos dias deu lugar a uma mesmice sem fim, um fio contínuo que embaralha as fronteiras entre as esferas da vida e do trabalho. A nova realidade fez com que muitas pessoas priorizassem mais o seu próprio bem-estar. Com isso, elas estão se tornando cada vez mais conscientes de sua saúde física, emocional e mental, além de dedicar mais tempo aos pequenos rituais ligados aos cuidados pessoais.

Ao mesmo tempo, as pessoas estão ansiosas para se conectar com suas comunidades, tanto as mais próximas quanto as globais. Enquanto realizamos nossas atividades diárias, queremos estar “sozinhos juntos”, aprendendo e desenvolvendo empatia por pessoas de outros países que também foram impactadas pela crise. Pesquisas do Google indicam que o termo “sozinhos juntos” cresceu 75% nas buscas desde janeiro, confirmando esse novo comportamento.

Com isso, percebemos uma nova dificuldade no momento de projetar uma nova casa: garantir espaços integrados e também bons espaços para momentos individuais.

Com as restrições no campo das viagens impedindo muita gente de embarcar em um avião ou de se registrar em um hotel, o desejo de vivenciar, explorar e encontrar inspiração em outros lugares se torna mais que um luxo: vira uma necessidade. Os lares precisam gerar novas experiências nesse momento em que abrigam as pessoas durante vinte e quatro horas nos sete dias da semana.

Foto por Ben Hershey

Foto por Roberto Nickson

O resumo da “casa omnichannel” é focar na experiência do usuário – que neste caso é o seu cliente – que agora vive em um novo mundo sem barreiras entre online e offline, e sentirá a necessidade dessa realidade também no seu modo de viver, seja no lar ou no trabalho. 

por Refresher

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